Quando o "amor" se torna um demônio



“Continuo pensando que se tudo que entendemos por amor é a ânsia de sermos amados, nossa condição é deplorável.”
C.S Lewis

UM BURACO NO PEITO

A necessidade excessiva de afeto e a demonstração exagerada de carência é a algo prejudicial a qualquer relação. A pessoa que sente esse vazio enorme tenta preencher com outra pessoa, ou com algum objeto de desejo que acaba não correspondendo suas expectativas. Quase que de seguinte forma, você passa a sufocar amigos, namorado, esposa e até mesmo os pais, por passar a acreditar que eles são SEUS, quando um relacionamento sadio de qualquer espécie, pode ser descrito como uma troca de experiências, carinho e um compartilhamento de uma série de coisas, mas nada disso lhe dá um direito de POSSE sobre alguém. Nunca deve-se anular o respeito aos limites do outro, opinião, privacidade e sentimentos.

NÃO SOMOS ILHAS

Por outro lado, a falta da ideia de que precisamos uns dos outros é algo grave, pois gera uma ilusão de auto-suficiência que se tornará uma futura frustração. Da mesma forma como a falta de fome é um sintoma preocupante, já que o corpo necessita da energia dos alimentos para poder desenvolver suas atividades com qualidade.

Um famoso teólogo inglês afirma que quando os nossos amores naturais se tornam deuses, ou seja, acabam por tomar um lugar de extrema devoção em nossas vidas, eles também se tornam demônios que podem matar nossa alma, mesmo que recebam o nome de “amor”. 

“Uma exigência tirânica e gulosa de afeição é às vezes algo terrível”
C.S Lewis

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